Cúpula do PSL se movimenta para saída de Bolsonaro e pode se unir a outros partidos




247 - A coluna Painel da Folha de S.Paulo informa que a cúpula do PSL já tem planos para sobreviver sem Bolsonaro entre seus quadros. 
Um dos cenários projetados é tentar sair maior caso o Palácio do Planalto promova uma debandada. 
O presidente da legenda Luciano Bivar (PSL-PE) e outros dirigentes  não descartam a perspectiva de união com outros partidos. 
A coluna destaca que o incômodo de Bolsonaro com o PSL aumentou após a Folha revelar que, durante a apuração sobre o laranjal na seção mineira da sigla, a PF encontrou menções à campanha dele. “Nunca é registrado como ‘o partido do Bivar’. É sempre como ‘o partido de Bolsonaro’”, diz uma conselheira do presidente. 
 Um grupo de advogados está trabalhando num plano para não deixar na chuva parlamentares que queiram abandonar o partido ao lado de Bolsonaro.   
O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (PSL-GO), diz que os colegas correm risco. “Não tem janela partidária, novas eleições vão vir. Vão disputar sem dinheiro? Vão deixar o partido que tem o maior fundo eleitoral? Bolsonaro pode não precisar, mas e eles? Esse negócio de ideologia não vai durar quatro anos.”  
Já o deputado Júnior Bozella (PSL-SP), que patrocinou um manifesto em defesa de Bivar, diz que Flavio e Eduardo Bolsonaro comandam os diretórios do Rio e de SP, respectivamente, sem ouvir os integrantes da bancada federal.