No aniversário da Lei Áurea, deputado do PSL diz que escravidão é natural e é defendido por Eduardo Bolsonaro

Em um dos discursos mais absurdos da história política recente, o deputado federal Luiz Philippe Orleans e Bragança, do PSL (partido do presidente Jair Bolsonaro), tentou relativizar a escravidão.
Nesta terça-feira, 14, o plenário da Câmara dos Deputados foi palco para uma sessão solene em homenagem aos 131 anos da Lei Áurea, que pôs fim à escravidão no Brasil, em 1888.
No discurso (estúpido), Orleans e Bragança afirmou que a “escravidão é tão antiga quanto a humanidade” e, por esse motivo, “é quase um aspecto da natureza humana”.

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Crédito: reprodução/Instagram/@lpbragancabr
Deputado Orleans e Bragança, descendente da família real, relativiza escravidão
A argumentação de Orleans e Bragança, que é conhecido como “Príncipe”, por ser descendente da família real brasileira, levou em conta os registros de escravidão em vários momentos da história, incluindo os povos indígenas e tribos africanas. “Independente de raça, sim, mas entre si. Faz parte do aspecto do ser humano”, afirmou.


O deputado foi interrompido algumas vezes por vaias e gritos de força e resistência da plateia e de outros parlamentares, em defesa da população negra. “Parem de nos matar, parem de nos matar”, entoaram em coro.
Em um dado momento do ato, o povo começou a cantar o samba da Estação Primeira de Mangueira, vencedora do Carnaval deste ano no Rio de Janeiro, que falava justamente sobre racismo e negritude.

A sessão foi suspensa devido ao clima de hostilidade no plenário, e retomada após apelo da Mesa para que cessassem as manifestações.

O filho de Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, criticou os manifestantes e defendeu seu copartidário.


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