Governo de Jair Bolsonaro ressuscita o “comunismo”


Coluna Fogo Cruzado – 5 de janeiro de 2019
O Brasil tem dois partidos comunistas (PCB e PCdoB) e ambos são inexpressivos do ponto de vista eleitoral. O PCB não elegeu nenhum deputado federal e o segundo apenas 9. Apesar disto, o “comunismo” é um dos assuntos mais debatidos pelo governo de Jair Bolsonaro, que enxerga a presença de “comunistas” em tudo quanto é esquina. O próprio presidente afirmou em seu discurso de posse que interrompeu a presença do “socialismo” no país, sem contudo dar detalhes sobre o período em que o Brasil teve presidente socialista. Também já ressuscitaram o “comunismo” os ministro Onyz Lorenzoni (Casa Civil), Demares Alves (Direitos Humanos) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores). Porém, o caso mais grave foi o do ministro da Educação, Ricardo Vélez, que prometeu ao longo de sua gestão combater o “marxismo cultural” que existiria nas escolas brasileiras, esquecido de que (provavelmente por ser colombiano) a maioria dos nossos professores nunca ouviu falar em Marx e não sabe o que significa “marxismo”. O que jamais se esperava era que o novo governo que se instalou no Brasil há cinco dias iria ressuscitar o “comunismo”, que está em extinção não apenas em nosso país, mas no mundo todo. por Inaldo Sampaio