sábado, 14 de julho de 2018

Marília Arraes ironiza acordo “informal” com Gleisi

Pré-candidata ao governo do Estado pelo PT, à vereadora do Recife Marília Arraes afirmou ontem que o PSB “está desesperado” para que ela não tenha a candidatura registrada porque sabe da possibilidade de ela ir para o segundo turno. A petista afirmou que o ex-presidente Lula (PT) já se posicionou por candidatura própria em Pernambuco. Em entrevista a duas rádios de Carpina, na Mata Norte, Marília também disparou contra o governador Paulo Câmara, a quem acusou de fazer um “desgoverno”.

“Esse martelo (da aliança entre o PT e o PSB) já bateu tanto nos últimos seis meses que eu acho que ele já tá ficando achatado de tanto que tem batido. O PSB está desesperado”, ironizou Marília. “Tenho certeza de que nós, registrando a candidatura, estamos no segundo turno. E o PSB tem também, porque senão não estava com esse medo todo.”

Buscando se viabilizar como candidata ao governo, Marília fez questão de lembrar que o PSB votou favorável ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e classificou o partido como “base de Temer”, assim como o palanque da frente de oposição Pernambuco Vai Mudar.

O PSB chegou a ter Fernando Filho (hoje no DEM) como ministro de Minas e Energia, mas desembarcou do governo em maio de 2017 após a apresentação de denúncias contra o presidente. “Não teria razão para retirar nossa candidatura. O presidente Lula tem esse posicionamento de que devemos ter uma candidatura firme aqui. O PSB já deu todos os sinais de que, na verdade, quer ganhar tempo, tentar nos desgastar e dificultar nossas articulações políticas aqui”, argumentou a pré-candidata.

Um dia após Paulo Câmara e a senadora Gleisi Hoffmann (PT) discutirem não ter o PT e o PSB como adversários principais na eleição de Pernambuco, Marília declarou que o governador “é até uma pessoa boa”. Mas criticou o loteamento político de áreas do governo, a quantidade de obras paradas, a violência e o descumprimento de promessas, como dobrar o salário dos professores.

Marília fez menções ao avô, o ex-governador Miguel Arraes, e ao primo, o ex-governador Eduardo Campos, mas disse que não considera a política um assunto de família. “Se eu considerasse um assunto de família, nem no PT eu estava. Eu estava no PSB. Tentando formar esse legado familiar que é coisa de monarquia.”

Ao ser questionada se aceitaria o apoio de Paulo ou do senador Armando Monteiro Neto (PTB) caso fosse para o segundo turno, Marília disse que poderia compor com essas forças desde que não interferisse na forma do PT de governar. “Apoio, a gente aceita, contanto que não flexibilize o projeto que a gente tem feito”, disse.

Via PE Notícias