PF VAI CHEGAR AO TRIPLEX DA FAMÍLIA MARINHO EM PARATY? Ou... não vem ao caso?


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Aparentemente, o Judge Murrow não foi à farofada em frente ao triplex... (Créditos: Mídia Ninja)
Da Fel-lha:

(...) Na Lava Jato, a filial da firma em São Paulo foi alvo de busca e apreensão na 22ª fase da operação, intitulada "Triplo X", em janeiro de 2016.

Na época, o objetivo era verificar se o escritório havia atuado em esquema para a compra de apartamentos no condomínio em Guarujá (SP) onde, segundo o Ministério Público, fica um tríplex que teria sido reservado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela construtora OAS.

Lula nega ter sido favorecido pela empreiteira.

A diligência policial e uma interceptação telefônica feita no escritório permitiram a obtenção de um acervo com cerca de 36 mil gigabytes, no qual estão milhares de documentos de offshores e emails.

Em 2016 e 2017, os investigadores do caso do tríplex priorizaram outras linhas de apuração e o conjunto de dados relativo à Mossack Fonseca deixou de merecer atenção.

Porém, em 2018, o material voltou a estar no foco da força-tarefa da Lava Jato. Segundo o procurador da República Januário Paludo, a equipe de investigadores fez uma "operação rescaldo" e decidiu que o acervo deveria ser analisado mais profundamente.

"Muitas pessoas famosas e outras nem tanto usaram a Mossack Fonseca para a criação de offshores e lavagem de dinheiro, até de narcotráfico e terrorismo. Não dava para deixar de lado", disse. 


Segundo o procurador, em breve deverão ser definidos os primeiros alvos das novas investigações.

No setor de perícias da Polícia Federal em Curitiba, um pacote de dados ainda maior, com 54 mil gigabytes, está sendo priorizado.

Uma equipe com quatro peritos de informática e quatro da área contábil-financeira está trabalhando em uma sala-cofre para destrinchar os sistemas do departamento de propinas da Odebrecht, que era conhecido como Setor de Operações Estruturadas.

O software Drousys era usado para comunicação interna e o programa MyWebDay para a contabilidade interna dos subornos e outros pagamentos não registrados oficialmente pela empresa.

Após fecharem delação premiada em dezembro de 2016, a Odebrecht e seus executivos entregaram partes dos sistemas ao longo do ano de 2017. Em fevereiro passado, a PF emitiu o primeiro laudo com base nos dados do acervo.

Estão sendo processados cerca de 10 milhões de e-mails, 7 milhões de documentos de texto e em formato PDF e 700 mil planilhas de cálculo, em um total de 90 milhões de arquivos digitais. (...)
Como se sabe, o Judge Murrow foi implacável e minucioso ao constatar que o triplex que ele atribuiu ao Lula, na verdade, é da OAS.

As mesmas duas virtudes - ser implacável e minucioso - ele não aplicou à apuração das patranhas que se escondiam no triplex ao lado do da OAS.

Ali, vizinho da OAS, ficava uma das unidades de operação da Mossack Fonseca.

Bingo!

E dali, do triplex vizinho ao da OAS, se soube que o triplex de Paraty é de um dos filhos do Roberto Marinho.

Comprado numa patranha de lavagem de dinheiro - com a Mossack!

Porém, o Judge Murrow preferiu não ir ao triplex que fica ao lado do triplex da OAS.

Havia o risco de chegar ao cofre da Globo Overseasna Holanda e estimular as farofadas no triplex - belíssimo, chiquetérrimo, muito mais que o da OAS! - em Paraty.

Vamos ver se agora, com a ajuda da Fel-lha, a Polícia Federal, que, aparentemente, distribui munição a bandido, chega aos filhos do Roberto Marinho.

Ou se, como sempre, não vem ao caso!

E o caso será abafado como o FHC abafou a Mirian Dutra.

E Viva a República Federativa da Cloaca.

PHA