Paulo Câmara e Geraldo Júlio negam recebimento de “propina” do grupo JBS


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Tanto o governador Paulo Câmara como o prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), divulgaram notas neste final de semana negando o recebimento de “propina” do grupo JBS, conforme disse em delação premiada o diretor do grupo Ricardo Saud.
Veja, abaixo, a nota do governador:
Venho repudiar, veementemente, a exploração política do depoimento  do delator Ricardo Saud, que, já antecipo, não corresponde à verdade.
Não recebi doação da JBS de nenhuma forma. Nunca solicitei e nem recebi recursos de qualquer empresa em troca de favores. Tenho uma vida dedicada ao serviço público.
Sou um homem de classe média, que vivo do meu salário.
Como comprovará quem se der ao trabalho de ler o documento que sintetiza a delação, o próprio delator afirma (no anexo 36, folhas 72 e 73) que nas doações feitas ao PSB nacional “não houve negociação nem promessa de ato de ofício”, o que significa que jamais houve qualquer compromisso de troca de favores ou benefícios.
Desta forma, é completamente descabido o uso de expressões como “propina”ou “pagamento”.

Reafirmo a Pernambuco e ao Brasil que todas as doações para a minha campanha foram feitas na forma da lei, registradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral.
A nota do prefeito do Recife, Geraldo Júlio, bem mais sucinta, foi a seguinte:
Diante da menção ao seu nome por um dos delatores da JBS, divulgada pela imprensa, o prefeito Geraldo Júlio repudia veementemente as acusações e esclarece que nunca tratou de recursos ilegais com essa empresa ou com qualquer outra.
O próprio documento divulgado pela Justiça registra que as doações feitas à campanha nacional do PSB não foram por troca de favores.
Todas as doações recebidas pelo partido foram legais.
Em seu depoimento, Ricardo Saud afirmou que o emissário do PSB para receber os recursos da JBS era o empresário paulista Henrique Costa, indicado por Eduardo Campos (que não está mais vivo para defender-se). Por Inaldo Sampaio