"LULA É UMA FORÇA GIGANTESCA NO BRASIL, PODE IMPULSIONAR O BRICS E FACILITAR A INTEGRAÇÃO DA AMÉRICA DO SUL", DIZ EX-CHANCELER CELSO AMORIM

247 - O ex-chanceler dos governos Lula, Celso Amorim, concedeu entrevista à Agencia Sputnik e considera que “o ex-presidente Lula reformulará a atual política brasileira se concorrer e vencer, começando por revigorar o sistema de saúde do país e combater a desigualdade, reforçar o BRICS, trocar para moedas nacionais no comércio e liderar a reintegração da América do Sul”. 

Confira a íntegra da entrevista: 

Sputnik: Quais são as chances de Lula vencer a corrida?

Celso Amorim: Lula como tantos outros, como muitos de nós, - digo isso porque me sinto pessoalmente ligado a ele, também - estamos agora concentrados no que pode ser feito para melhorar a vida dos brasileiros por causa da pandemia. O Brasil tem um número recorde de mortes por dia. É um país que detém agora o maior número de pessoas mortas diariamente. Isso, é claro, é acompanhado por recessão, desemprego e falta de renda para os pobres. Então, todas essas coisas agora concentram sua atenção. Claro, se você fizer a pergunta, ele dirá "Bem, posso concorrer", não sei exatamente o que ele disse à televisão [portuguesa], mas ouvi-o outra vez dizer: "Bem, se há um pedido do meu partido e das forças progressistas, aquelas que estão mais ligadas aos ideais sociais no Brasil com mais independência na política externa, se essas forças pedirem...

Claro, Lula é uma força gigantesca na política brasileira, então ele terá uma grande influência de qualquer forma. E, claro, muitas pessoas, como eu, esperam que ele concorra. Mas, como eu disse, estamos um pouco longe, e estamos no meio de uma pandemia, uma grande crise de saúde, uma grande crise econômica, uma grande crise social potencial também. Portanto, é um pouco difícil fazer uma previsão.  

Sputnik: Que reação Lula pode esperar de Washington, visto que o governo Biden está em desacordo com o gabinete do Bolsonaro? Washington tentará se intrometer na campanha de Lula?

Celso Amorim: Washington não é um conceito tão simples. Existem diferentes forças nos Estados Unidos que agem de maneiras diferentes. Certamente, se você tivesse o governo Trump, eles apoiariam o Bolsonaro. Com o governo Biden — não sabemos ainda. Até agora, suas políticas para a América Latina não mostraram muito progresso. Mas você sabe, quando Lula era presidente tínhamos boas relações, e isso era com o presidente Bush e o presidente Obama. Claro, pode haver interesses de empresas americanas no Brasil. Pode haver alguns outros interesses estratégicos. Mas, não é mais o que costumava acontecer nos anos 1960 ou 1970.

Até o tipo de intromissão é diferente. Acho que se acontecer vai acontecer por meio da mídia brasileira, da elite econômica brasileira. E a elite econômica brasileira, eles está um pouco desconcertada porque apoiaram o Bolsonaro e agora, pelo menos, muitos deles se arrependem.

Então, não vejo bem por que eles tentariam fazer qualquer coisa para bloquear a campanha de Lula, porque na verdade Lula sempre foi uma pessoa aberta ao diálogo, mesmo em relações com questões difíceis como a da Venezuela, para falar de um aspecto regional aqui. Continue com a entrevista: 

França e Argentina suspendem todos os voos com o Brasil por tempo indeterminado para tentar conter o avanço da variante brasileira do coronavírus no país.

Aeroporto de Guarulhos durante a pandemia

247 - O governo francês suspendeu “até novo aviso” todos os voos entre o Brasil e a França em função das preocupações com a propagação da variante brasileira do coronavírus. “Constatamos que a situação está se agravando e por isso decidimos suspender até novo aviso todos os voos entre Brasil e França”, disse o primeiro-ministro Jean Castex.

Segundo reportagem da RFI, a variante brasileira P1 representa apenas 0,5% dos casos diagnosticados no país europeu. Mas, segundo especialistas, a falta de controle da epidemia no Brasil poderá resultar  em uma elevação do número dos casos relacionados à variante P1, que foi identificada em Manaus (AM). 

O governo argentino também anunciou nesta terça (13) a suspensão de todos os voos de e para Brasil, Chile e México. As novas restrições entram em vigor 0h de sábado (27) e valem por tempo indeterminado.

MÉDICA FALA SOBRE IMPREVISIBILIDADE DE PACIENTES COM COVID

Foto: Reprodução

Convivendo com pacientes com covid-19 em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) há pouco mais de um ano, a médica Miriane Garuzi diz que é angustiante lidar com a doença em razão da imprevisibilidade dela.

“Tive paciente de 42 anos, sem fator de risco, que estava acordando, abrindo os olhos, pronto para ser extubado. De repente, a pressão caiu. Ele simplesmente não respondia a nada. Pensei: Não acredito que esse paciente faleceu. Ele estava abrindo o olho agora há pouco’.”

Ela diz que casos como esse se repetem e tem paciente que morre “de uma forma tão súbita que você não consegue entender.” “‘Meu Deus, como estou perdendo esse paciente?’ É bem angustiante.”

Redação com Uol

O SENADOR JORGE KAJURU AFIRMA QUE PRESIDENTE BOLSONARO ESNOBOU PRESIDENTE DA PFIZER

Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) disse ao Correio que o presidente Jair Bolsonaro não teria recebido, no Palácio do Planalto, o presidente da Pfizer em agosto de 2020. O parlamentar não citou nomes, mas o CEO global se chama Albert Bourla. O governo federal firmou contrato para compra de vacinas contra covid-19 com a empresa somente no mês passado.

“Há fatos que a imprensa vai tomar conhecimento, há fatos terríveis. O presidente da Pfizer veio conversar com ele aqui no Brasil e ficou das 8h às 18h esperando, e, no final, recebeu a informação de que (Bolsonaro) não iria atendê-lo, em agosto do ano passado”, afirmou na segunda-feira (12/4). Em janeiro deste ano, a empresa disse que ofereceu 70 milhões de doses de vacina ao Brasil em agosto do ano passado, com previsão de início de entrega em dezembro de 2020.

A assessoria de imprensa da Pfizer disse que a informação dita por Kajuru não procede. O Palácio do Planalto informou que não irá comentar as declarações.

Bolsonaro comentou o assunto no Twitter ainda ontem à noite. “Mais uma mentira do Kajuru. Quem seria o ex-ministro da Saúde citado pelo senador? Com a palavra aquele que me gravou, obviamente, sem autorização.”

De acordo com Kajuru, a informação foi repassada a ele por um ex-ministro que irá depor na comissão. Ele não quis dizer o nome do ministro, mas em agosto o ministro da Saúde era o general Eduardo Pazuello, que estava no cargo de forma interina. O médico Nelson Teich saiu da pasta em meados de maio, e Luiz Henrique Mandetta, em abril.

O contrato do governo com a Pfizer demorou a ser firmado porque o Executivo não aceitava algumas cláusulas, em especial uma que garantia a isenção de responsabilidade sobre efeitos colaterais por parte da farmacêutica. A empresa, por sua vez, dizia que o contrato foi o mesmo para todos os países. O entrave só foi solucionado depois de o Congresso aprovar uma lei que prevê que governadores, prefeitos e gestores poderão assumir responsabilidade por eventuais efeitos colaterais causados pela vacina.

MDB USARÁ CPI PARA DAR O TROCO EM BOLSONARO

Foto: Pedro França/Agência Senado

A crise envolvendo a criação da CPI da Covid no Senado trouxe de volta para o centro da política a bancada do MDB, que articula para obter posições-chave na futura comissão, principalmente a relatoria, aumentando seu poder e a pressão sobre o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Os emedebistas enxergam na situação a oportunidade de dar o troco pela recente eleição para a Presidência do Senado, quando viram seu pleito pelo comando da Casa (por ser a maior bancada) ignorado e precisaram abandonar sua candidata para não sair totalmente de mãos abanando.

Rodrigo Pacheco (DEM-MG) acabou eleito com apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Agora o MDB vai indicar para a CPI dois nomes considerados independentes, que prometem provocar desconfiança no Palácio do Planalto: Renan Calheiros (MDB-AL) e o líder da bancada, Eduardo Braga (MDB-AM). Jader Barbalho (MDB-PA) deve ser indicado como um dos suplentes. Redação com Folha

MORTES POR COVID SEGUEM BATENDO RECORDES

Foto: Bruno Kelly/Reuters

Nesta segunda-feira (12), o Brasil voltou a registrar a maior média móvel de mortes de toda a pandemia da Covid-19. Com 1.480 mortes confirmadas nas últimas 24 horas, a média móvel subiu para 3.124 mortes por causa do novo coronavírus.

O recorde anterior havia sido antes do feriado da Páscoa, em 1º de abril, quando a média móvel estava em 3.117 vítimas diárias. A média móvel é calculada com a soma e divisão por sete dos registros dos sete dias anteriores e é utilizada para entender a evolução da doença independentemente de oscilações diárias, relacionadas com a rotina de trabalho das secretarias estaduais e municipais.

Com a atualização, divulgada pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o país chega a 13.517.808 casos e 354.617 mortes causadas pela doença. Foram 35.785 novos casos confirmados nesta segunda-feira.

Desde o início da pandemia, o estado de São Paulo lidera como o estado com maior número de casos e mortes da doença. Já são mais de 83 mil vítimas da doença, além de mais de 2 milhões de contaminados.

Os estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia são os que apresentam, respectivamente, situação mais crítica no índice de Covid-19, após São Paulo.

Ainda de acordo com o Conass, a taxa de letalidade no país está agora em 2,6%. Já a taxa de mortalidade é de 168,7 para cada 100.000 habitantes.

Em abril, o Brasil já ultrapassou a marca de 4.000 óbitos por dia. Segundo dados da plataforma Our World in Data, associada à Universidade de Oxford, apenas dois outros países já tiveram mais de 4.000 vítimas da doença em um só dia: os Estados Unidos, em janeiro deste ano, e o Peru, em agosto de 2020, após a revisão de números represados.

OS ADVOGADOS LENIO LUIZ STRECK, MARCO AURÉLIO DE CARVALHO E FABIANO SILVA DOS SANTOS, AFIRMAM QUE 'MORO JÁ ERA SUSPEITO; POR ISSO, FOI INCOMPETENTE'

Lula Marques / Fotos Públicas

247 - Em artigo assinado pelos advogados Lenio Luiz Streck, Marco Aurélio de Carvalho e Fabiano Silva dos Santos, publicado nesta segunda-feira (12) pelo Conjur, os especialistas afirmam que a suspeição e a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro nos processos contra o ex-presidente Lula na Lava Jato se sobrepõem à incompetência territorial da 13ª Vara Federal de Curitiba.

Na quarta-feira (14), o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará decisão do ministro Edson Fachin que declarou a incompetência de Moro para julgar os casos de Lula. Alguns defendem que o julgamento, caso confirme a incompetência, torna a declaração de suspeição de Moro pela Segunda Turma sem efeito.

Os advogados citados acima, no entanto, discordam. Para eles, Moro sempre foi suspeito para julgar Lula e, justamente por causa de sua parcialidade, não reconheceu o "óbvio": sua incompetência. "Há três anos a defesa sustentava a incompetência. Essa era uma posição pacífica no STF (Fachin confirmou isso recentemente). Moro sabia que não tinha competência. O MPF sabia. Logo, havia um juízo incompetente que tinha como condutor um juiz suspeito. Isto é: só um juiz suspeito para não reconhecer o óbvio. Porque já se sabia que se sabia. E por que ele era suspeito? Simples: Porque era incompetente. Mas por que, em sendo incompetente, assim não se declarava? Aí é que está: Por causa de sua suspeição-parcialidade. Ou ser incompetente, saber-se incompetente, não se declarar incompetente não é já ser parcial-suspeito?".

Leia o artigo na íntegra:

ANÁLISE MOSTRA DOBRO DE MORTES DE INDÍGENAS POR COVID-19 DO QUE O DIVULGADO PELO GOVERNO

Aldeias indígenas - Covid-19

247 - O número de mortes de indígenas divulgado pelo Ministério da Saúde, entre 23 de fevereiro e 3 de outubro de 2020, é metade do que o levantado pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab).

O governo contabilizou 330 mortes contra 670 da Coiab. 

Já o número de casos é 14% menor, com 22.127 registrados pelo ministério e 25.356 pelo grupo da sociedade civil. A análise foi divulgada em artigo científico publicado nesta segunda-feira pela revista “Frontiers”.

Decisão da ministra Rosa Weber atinge, entre outros pontos, o trecho do decreto de Bolsonaro que aumentava de dois para seis o limite de armas de fogo por cada pessoa

Com que cara Rosa Weber vai diplomar Bolsonaro?

247 - A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta segunda-feira (12) trechos dos quatro decretos de Jair Bolsonaro sobre porte e posse de armas de fogo.  Os decretos foram editados em fevereiro e passam a valer nesta terça (13). Os textos fazem uma nova regulamentação do Estatuto do Desarmamento, aprovado em 2003. ministra é relatora das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 6675, 6676, 6677 e 6680, em que partidos políticos PSB, Rede Sustentabilidade, PT e PSol questionam a constitucionalidade dos decretos.

Pela decisão monocrática da ministra Rosa Weber, a suspensão atinge o trecho do decreto que aumentava de dois para seis o limite de armas de fogo que o cidadão comum poderia adquirir, desde que preencha os requisitos necessários para obtenção do Certificado de Registro de Arma de Fogo.

Além disso, entre vários pontos, os Decretos 10.627/2021, 10.628/2021, 10.629/2021 e 10.630/2021 retiram do Exército a fiscalização da aquisição e do registro de alguns armamentos, máquinas para recarga de munições e acessórios, e autorizam as pessoas que têm porte a conduzir simultaneamente até duas armas.

Na decisão, Rosa Weber determina que o tema seja enviado ao plenário do STF, que pode confirmar ou rejeitar o que a ministra decidiu. A data de julgamento será definida pelo presidente do Tribunal, Luiz Fux.

Nas ações, os partidos políticos sustentam, entre outros argumentos, que as normas alteraram significativamente o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003) e atentam contra a vida e a segurança da população, pois podem potencializar a criação de milícias armadas e grupos paramilitares.

A JORNALISTA TEREZA CRUVINEL DIZ QUE “BOLSONARO COMETEU PELO MENOS DOIS CRIMES DE RESPONSABILIDADE NA CONVERSA COM KAJURU”

Tereza Cruvinel e Jair Bolsonaro

247 - A jornalista Tereza Cruvinel afirmou na noite desta segunda-feira (12) que Jair Bolsonaro adicionou novos crimes à sua ficha corrida na conversa com o senador Jorge Kajuru, em que Bolsonaro defende que Kajuru peça a ampliação da CPI da Covid-19 para que governadores e prefeitos também sejam investigados, além de estimular esforços pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Os crimes de Bolsonaro, ali tem pelo menos dois na conversa. A incitação à desarmonia entre os poderes e o confronto com a Federação. Ambos estão descritos na Lei 1.079, como crimes de Responsabilidade”, afirmou Tereza Cruvinel, durante participação no programa Boa Noite 247, da TV 247. 

“Ainda que não existisse nenhum pedido de impeachment contra Bolsonaro, nesta conversa surgiram dois motivos. Além da falta de decoro. Aquele trecho de áudio que foi divulgado apenas hoje, onde ele fala que vai sair na porrada com o senador Randolfe, o que pode ser o terceiro crime. Se procurar mais, tem mais”, acrescentou a jornalista. 

Michel Temer disse na sede da Associação Comercial de SP, que acha injusto quando alguém insinua que Dilma Rousseff era corrupta no Planalto. “Temer diz que Dilma não é corrupta”

Foto: Evaristo Sá/AFP

O ex-presidente Michel Temer disse nesta segunda, num evento virtual na sede da Associação Comercial de São Paulo, que acha injusto quando alguém insinua que Dilma Rousseff era corrupta no Planalto.

“Eu convivi seis anos com ela e em nenhum momento Dilma fez qualquer gesto de corrupção. Eu faço questão de dizer isso, porque no Brasil temos a mania de pensar que sempre o atual presidente quer destruir a reputação de seu antecessor”, disse Temer.

Apesar disso, Temer criticou Dilma ao dizer que herdou um governo com “dificuldade econômica política e institucional extraordinária” e com PIB negativo (de -3,6%). Dilma, na avaliação de Temer, perdeu a mão em meio a seu mandato. Estas foram as motivações de seu impeachment. “Quem derruba presidente é o povo e não o Congresso”, disse. Veja  

CIDADANIA EXPULSARÁ O SENADOR KAJURU POR ACHAR QUE COMETEU CRIME DE RESPONSABILIDADE

Foto: Pedro França/Agência Senado

A executiva nacional do Cidadania decidiu nesta segunda-feira, 12, convidar o senador Jorge Kajuru (GO) a se retirar do partido, caso contrário, será aberto um processo de expulsão dele da legenda. O partido considerou que Kajuru agiu como alguém “subserviente” ao presidente Jair Bolsonaro na conversa que os dois mantiveram no último sábado e que foi gravada e divulgada pelo parlamentar em suas redes sociais. Na ocasião, Bolsonaro orientou o senador a operar para direcionar os trabalhos da CPI da Covid de forma que as investigações não o prejudiquem, além de ataques coordenados ao Supremo. Kajuru não contesta as orientações do presidente. Ao contrário, concorda com todas elas.

Segundo o Estadão apurou, o partido optou por primeiro convidar o senador a se retirar por entender que é possível evitar maiores constrangimentos nesse processo. Interlocutores da legenda dizem que essa decisão já poderia ser tomada há mais tempo, uma vez que o Cidadania está na oposição a Bolsonaro e Kajuru se comporta como um aliado. Mas que agora o “copo encheu”. Além disso, um processo de expulsão é bem mais demorado porque envolve passar pelo conselho de ética da legenda.

O fato de Kajuru ter gravado o telefonema não foi considerado pelos integrantes da executiva como agravante, mas sim o teor da conversa com Bolsonaro. Para o Cidadania, Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade ao tentar interferir nos trabalhos de uma CPI.

Desfiliação. Kajuru afirmou que já tinha entrado com um pedido de desfiliação no começo desta segunda-feira, antes do partido decidir convidá-lo a sair. O senador disse que não tinha feito isso antes por conta dos colegas de bancada Alessandro Vieira (SE) e Eliziane Gama (MA). O goiano pretende se filiar ao Podemos.

“Eu segurei até agora em consideração e respeito ao Alessandro, à Eliziane e ao Roberto Freire. Gosto do Roberto Freire (presidente da sigla), agora não sou obrigado a concordar com ele em tudo que ele quer”, justificou.

O congressista negou ter proximidade com Bolsonaro. “Não tenho nada com ele. Nunca fui na casa dele. Não tem uma foto minha com ele, em lugar público, almoço, nada. Nem com ele, nem com o filho dele. Não tenho relação nenhuma com eles. Minha relação é republicana”.

Leia a íntegra da nota do Cidadania

O GOVERNADOR DO CEARÁ CAMILO SANTANA VAI AO STF PARA QUE ANVISA LIBERE IMPORTAÇÃO DA VACINA RUSSA SPUTNIK V

camilo santana

O governador do Ceará Camilo Santana anunciou, nesta segunda-feira (12), que irá entrar com uma ação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a liberação da importação da vacina russa Sputnik V pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo o governador, diante da gravidade da crise, o estado pretende acelerar a aquisição de 5,9 milhões, negociadas diretamente com o Fundo Soberano Russo.

“A Sputinik V já é utilizada em cerca de 60 países, com eficácia de 91,6%”, justificou Camilo Santana. “Iremos a todas as instâncias possíveis para que as vacinas que adquirimos cheguem o mais rápido possível para imunizar nossa população”, garantiu o governador.

Na semana passada, nove gestores pediram à agência uma autorização excepcional para importação e distribuição da vacina. A articulação foi intermediada diretamente pelo representante do Fórum dos governadores e presidente do Consórcio, Wellington Dias, que se reuniu com técnicos da Anvisa. O Consórcio Nordeste garantiu, no início de março, 37 milhões de doses junto ao Fundo Russo.

Dias também participou de reunião com o comitê de vacinação do governo argentino, que vem utilizando a vacina com sucesso. O governo de Alberto Fernandez se prontificou a prestar todas as informações necessárias a fim de acelerar a chegada da vacina ao Brasil.

“Do contrato do Nordeste com a Sputnik, nós temos a expectativa, já a partir abril, do recebimento de 37 milhões de doses”, afirmou Dias. Para isso, explicou o governador, “é necessário, a autorização, por parte da Anvisa – tanto da importação da vacina, quanto a liberação de uso para ajudar a salvar vidas no Brasil”.

Eficácia de mais 90%

MINISTRO MARCO AURÉLIO DIZ QUE CONVERSA DE BOLSONARO COM KAJURU “DEIXA A TODOS PERPLEXOS”

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, disse à coluna Painel, da Folha, que as afirmações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em conversa gravada com o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) deixam “a todos perplexos”.

“Em tempos estranhos nada surpreende, deixa a todos perplexos”, afirmou Marco Aurélio.

Neste domingo (11), o senador divulgou gravação de uma conversa que teve por telefone com presidente sobre a instalação da CPI da Covid no Senado.

Na gravação, Bolsonaro pede que Kajuru inclua governadores e prefeitos no escopo da CPI e pressiona pela abertura de impeachment contra ministros do STF. Ouça:


GARIS, FAXINEIROS E ENTREGADORES ESTÃO ENTRE OS PRINCIPAIS INTUBADOS NA COVID-19

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Saiba quem são os profissionais mais intubados por covid-19

Uma pesquisa inédita mostra que faxineiros, garis e auxiliares de limpeza são a metade de toda a população intubada, sedada ou em respiração artificial na Grande Belo Horizonte. “Se somarmos ao contingente diaristas e entregadores, são 70%”, observa o professor Dawisson Belém Lopes, do Departamento de Ciência Política da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Trata-se de uma amostragem feita pelo IBGE que retrata as profissões mais internados da COVID-19 na Grande BH.

O biólogo Átila Iamarino, divulgador científico, explica que esse público de trabalhadores serão excluídos da vacinação privada aprovada pelo Congresso Nacional.

“Agora me diz se são para essas pessoas que iriam as vacinas da “fila paralela” da vacinação privada”, desafiou Iamarino.

O biólogo afirmou ainda que a pesquisa do IBGE é bem importante para apontar os buracos do Plano Nacional de Imunização e guiar a formação de grupos prioritários com prioridade clara.

Ou seja, o negacionismo e a necropolítica governamental –mais uma vez– está exterminando os mais pobres.

PARA OMS, O MOMENTO CRÍTICO QUE VIVEMOS, COM AUMENTO EXPONENCIAL DA PANDEMIA, REQUER MAIS DO QUE VACINAS

1635 visitas - Fonte: UOL

Os números de novos casos de covid-19 sofrem um "aumento exponencial" e a pandemia vive um momento "crítico". O alerta é da OMS (Organização Mundial da Saúde), que aponta ainda que governos e populações não podem depositar todas suas apostas nas vacinas.

Para a entidade, a crise precisa ser freada com medidas de saúde pública, como distanciamento social e isolamento. A OMS também anunciou um plano para aumentar a produção de vacinas no mundo, mas com um impacto que será sentido apenas no final do ano ou em 2022.

De acordo com a entidade, o mundo registrou a sétima semana consecutiva de aumento nos números de pessoas contaminadas, com 4,4 milhões de casos em apenas sete dias. A taxa é 9% superior aos dados da semana anterior, além de um aumento de 5% no número de mortos. Há um ano, eram 500 mil novos casos por semana.

"Entre janeiro e fevereiro, vimos seis semanas de queda na pandemia. Agora, são já sete semanas de aumento de casos e quatro semanas de aumento de mortes", alertou Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, que lembrou que a semana passada foi a quarta maior em termos de números totais.

Além do Brasil, os casos voltaram a subir na Índia, Ásia e Oriente Médio. "Isso tudo mesmo com 780 milhões de vacinas sendo distribuídas", afirmou.

Para ele, vacinas são vitais e poderosas". "Mas não são e não devem ser os únicos instrumentos", alertou. Tedros voltou a implorar para que governos adotem medidas de distanciamento social, máscara, promovam lavar as mãos, além de testes e isolamento. "São medidas que funcionam", insistiu.
De acordo com Tedros, "confusão, complacência e inconsistência" por parte de governos estão levando a aumento de casos e "custando vida". "Precisamos de consistência", disse.

TCU DETERMINA QUE MINISTÉRIO DA SAÚDE DÊ ´´IMEDIATA DESTINAÇÃO`` A TESTES DE COVID PRESTES A VENCER, OU PAGUE MULTA

1017 visitas - Fonte: O Globo

BRASÍLIA - Sob pena de multa, o Tribunal de Contas da União determinou que o Ministério da Saúde dê "imediata destinação" a testes de Covid-19, com vencimento entre maio e junho, que poderiam servir para diagnosticar cerca de três milhões de pessoas. Os dados constam de uma decisão do ministro Benjamin Zymler obtida pelo GLOBO que aponta "risco iminente" de perda dos testes e "discrepância" entre o número de kits registrados nos relatórios de entrada e saída fornecidos pela pasta e o invetário realizado pelo próprio ministério. O despacho do ministro ressalta ainda que a apuração sobre o atraso na destinação dos testes poderá ensejar a responsabilidade de agentes públicos.

Apenas 13% têm UTIs: Municípios exportam casos de Covid-19 e colapsam sistema de saúde de vizinhos

Inicialmente, esses testes tinham previsão de validade entre dezembro do ano passado (2,8 milhões de unidades) e janeiro deste ano (4 milhões), mas o prazo foi estendido por mais quatro meses pela Anvisa.

"A persistir nesse ritmo, há um risco iminente de não haver uma adequada destinação ao estoque atualmente disponível prestes a vencer. Para que não haja a perda do insumo, em abril e maio deste ano seria necessária a utilização de uma média de 14.500 kits, número superior, portanto, à média de 6.179 dos últimos dozes meses", aponta o relatório, destacando que cada kit contém 100 unidades.

O Ministério da Saúde precisará, dentro de 15 dias, informar ao TCU que providências está tomando para o cumprimento da determinação.

GRUPO DE PUEBLA DIVULGOU NOTA EXPRESSANDO ´´MUITA PREOCUPAÇÃO`` COM RISCO DO STF REVER PARCIALIDADE DE MORO.

867 visitas - Fonte: Brasil 247

O Grupo de Puebla, coletivo formado por vários ex-presidentes de países da América Latina e líderes regionais, divulgou nota em que afirma possuir “grande preocupação” com a possibilidade de que o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) possa rever a própria decisão que declarou a 13ª Vara Federal de Curitiba incompetente para julgar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O caso será julgado pelo colegiado nesta quarta quarta-feira (14), quando os ministros irão julgar um recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a decisão do ministro Edson Fachin que anulou as condenações imposta a Lula na Lava Jato e determinou a transferência dos processos de Curitiba para Brasília.

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, também se manifestou sobre possibilidade de retrocesso no caso de Lula. Segundo Fernández, "reverter a decisão do STF por conta da pressão midiática e política significaria um retrocesso institucional para o Brasil e um prejuízo incalculável para quem reivindica o Estado de Direito como base de sustentação da democracia".

No texto, o grupo de Puebla ressalta que as recentes decisões do STF que “anulam as sentença ilegais contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e decretam a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro” foi “um passo importante para restaurar a credibilidade do Judiciário brasileiro e sua fé na democracia”.

O texto, porém, ressalta que “os dirigentes do Grupo Puebla e os juristas do Conselho Latino-Americano de Justiça e Democracia (CLAJUD) recebem com grande preocupação a notícia de que tais decisões, tomadas nas instâncias cabíveis e conclusivas no caso Lula, serão objeto de uma revisão nova e extraordinária. Trata-se, mais uma vez, de submeter o cidadão Lula a um tratamento excepcional, porque ele é quem é. E seria uma nova violação do princípio do juízo natural, justamente o motivo que levou o Supremo Tribunal Federal a anular as sentenças contra ele”.

A perseguição política ao ex-presidente Lula, por meio da justiça, é um vergonhoso capítulo da história que deve terminar com o reconhecimento de seus plenos direitos e a anulação das injustiças. A mera possibilidade de que as expectativas do Brasil e do mundo sejam frustradas motiva esse alerta, principalmente quando a população brasileira sofre a desumanidade de um governo que é o resultado cruel da prisão ilegal e do impedimento de Lula de aparecer nas eleições de 2018”, diz o Grupo de Puebla no texto.

“Justiça para Lula é esperança para o Brasil e para o mundo”, completa a nota.

Confira a íntegra da nota do Grupo de Puebla:

REVIRAVOLTA NO IMPEACHMENT DE ALEXANDRE E NA CPI DA COVID!!

VACINA E LOCKDOWN TIRAM ISRAEL DA PANDEMIA

Foto: Reprodução/VEJA

Com mais de 54% da sua população totalmente vacinada (primeira e segunda dose), Israel pode se tornar o primeiro país a ter alcançado contra a Covid-19 a chamada “imunidade de rebanho”, uma situação que se caracteriza quando uma parcela significativa dos moradores foi vacinada contra uma doença.

A afirmação foi feita neste sábado, 10, pelo cientista Eran Segal, professor de biologia computacional do Instituto de Ciência Weizmann ao Channel 12, que monitora a pandemia, segundo reportagem do jornal The Times of Israel. Para ele, a situação do país é ainda mais confortável em razão do esquema de proteção adotado contra o novo coronavírus no país desde o início da crise sanitária.

“É possível que Israel tenha alcançado uma espécie de imunidade de rebanho e, independentemente disso, temos uma ampla rede de segurança”, disse Segal. “Acho que isso torna possível remover algumas das restrições imediatamente”, completou.

Com uma população de 9 milhões de habitantes, Israel já vacinou 5.309.825 pessoas com a primeira dose e 4.920.877 com a segunda. A vacina mais usada no país é a da Pfizer/BioNtech, que tem eficácia de 91% contra casos graves.

Neste sábado, 10, Israel tinha 4.002 casos ativos da doença, sendo 268 deles considerados graves. Até agora, o país registrou 6.292 mortes desde o início da pandemia. Com a prioridade dada à vacinação, o número de casos diários de coronavírus despencou 97%, segundo Eran Segal.

Para efeito de comparação, o Brasil vacinou com a segunda dose até este sábado, 10, apenas 6.916.075 pessoas, o que dá cerca de 3,3% da sua população. Já a primeira dose foi aplicada para 22.917.088 brasileiros.

Para o cientista, com a maioria dos israelenses imunizados, já é possível promover de forma mais ampla e mais rápida a reabertura da economia e a permissão para encontros e confraternizações — e até cogitar o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras. Com o avanço da vacinação, o país já vinha promovendo a flexibilização gradual das restrições.

Veja  

MINISTRO DA SAÚDE QUEIROGA TRATA BOLSONARO COMO INCAPAZ E DIZ QUE VAI TENTAR CONVENCÊ-LO SOBRE OS PERIGOS DA PANDEMIA

Sputnik – Em entrevista neste domingo (11), o ministro da Saúde disse que "é meu dever persuadir meu presidente em relação às melhores práticas. Se eu não conseguir, a falha é minha, e não do presidente". Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo neste domingo (11), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que há risco do Brasil enfrentar poucas ofertas de vacina até segundo semestre.

Embora afirme que seu "objetivo número um" no Ministério da Saúde será acelerar a vacinação contra a COVID-19, o novo titular da pasta admitiu que o cenário ainda tende a enfrentar dificuldades até meados de julho. Marcelo Queiroga também falou que é o seu "dever" persuadir Jair Bolsonaro sobre a importância do uso de máscaras e das práticas do isolamento social.

Ele não falou sobre a viagem da comitiva brasileira à Rússia, em visita à fábrica da Sputnik V, mas voltou a manifestar interesse em uma parceria com os norte-americanos. Os EUA, vale lembrar, anunciaram no início da semana que todas as suas vacinas excedentes devem ir para o programa Covax, da Organização Mundial de Saúde (OMS). Foram descartadas quaisquer possibilidades de parcerias bilaterais neste sentido.

"A partir do segundo semestre conseguiremos ter mais doses disponíveis. O maior país a vacinar sua população é os Estados Unidos. Depois que conseguirem vacinar a população deles, vamos ter mais doses, é a nossa expectativa", disse o ministro da Saúde, enfatizando que o Brasil dependerá do Covax Facility.

ATENÇÃO BRASIL!!! PRESIDENTE BOLSONARO E SENADOR KAJURU TEM UMA CONVERSA...SENADOR KAJURU GRAVA TELEFONEMA COM BOLSONARO, QUE REVELA QUERER DERRUBAR MINISTROS DO STF

7398 visitas - Fonte: Brasil247

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) gravou uma conversa bombástica que teve na noite de ontem com Jair Bolsonaro. Nela, Bolsonaro fala em fazer do limão da CPI uma limonada, pautando o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. "Senador Kajuru, que assinou pedido ao STF pela instalação da CPI da Covid, gravou sua conversa com Jair Bolsonaro. O presidente diz: ’Você tem que mudar o objetivo da CPI, tem que ser ampla. Aí você faz um excelente trabalho pelo Brasil’", postou a jornalista Malu Gaspar, em seu twitter. Ela postou ainda um resumo da conversa.

"Se não mudar, a CPI vai simplesmente ouvir o Pazuello, vai ouvir gente nossa, para fazer um relatório sacana", disse ainda Bolsonaro. Kajuru responde: "Não, aí não, isso aí eu não faço nunca não, presidente, pela minha mãe".

O presidente insiste: "A gente tem que fazer do limão uma limonada ... Por enquanto é o limão que está aí. Tem que tensionar o Supremo para botar em pauta o impeachment dos ministros." Veja abaixo o vídeo que Kajuru publicou com a conversa na íntegra:

PESQUISA MOSTRA QUE OS GOVERNADORES E PREFEITOS SÃO MAIS BEM AVALIADOS DO QUE BOLSONARO NA PANDEMIA

bolsonaro queda

O presidente Jair Bolsonaro tem pior avaliação que prefeitos e vereadores na gestão da pandemia, diz pesquisa Exame/Ideia divulgada nesta sexta-feira (9/4). Segundo o levantamento, o trabalho de governadores e, principalmente, de prefeitos são mais bem avaliados pela população do que o do executivo federal.

Na manhã de hoje, como se fosse uma “vingança“, o presidente desafiou o Supremo Tribunal Federal (STF) a investigar supostos desvios de recursos de prefeitos e governadores na pandemia. Bolsonaro não nominou quem estaria cometendo ilícitos. Em relação à pandemia, enquanto o governo Bolsonaro tem 23% de avaliações ótimo/bom (mesmo número do novo ministro da saúde, Marcelo Queiroga), os governadores somam 29% e os prefeitos, 33%.

Do lado das avaliações negativas, os números também confirmam uma melhor avaliação dos governos locais em comparação com o federal. Com 33% de ruim ou péssimo, os prefeitos se posicionam melhor na avaliação da população do que governadores (38%), e o governo Bolsonaro, cujo trabalho em relação à pandemia foi avaliado como ruim/péssimo por 55% dos entrevistados.

Os dados são da mais recente pesquisa Exame/Ideia, projeto que une Exame Invest Pro, braço de análise de investimentos da Exame, e o Ideia, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. O levantamento ouviu 1259 pessoas entre os dias 5 e 7 de abril. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Dentre as regiões do país, Norte e Nordeste são as que melhor avaliam a atuação dos seus prefeitos no enfrentamento da pandemia, com 42% e 36% de ótimo/bom. Já em relação aos governadores, o Centro-Oeste assume a segunda posição (com 34% de avaliações positivas), com o norte se mantendo em primeiro lugar (40% de ótimo/bom), e deixando nordeste em terceiro (32%). Os governadores da região sudeste são os mais mal avaliados, com 42% de ruim/péssimo.

A pesquisa também perguntou aos entrevistados sobre as perspectivas deles em relação à pandemia para este mês de abril. 41% acreditam que não será nem melhor, nem pior, enquanto 32% apostam numa piora da situação sanitária do país. Outros 27% acreditam numa melhora – número que chega a 46% na região norte e 38% na região centro-oeste. https://www.esmaelmorais.com.br/2021/04/governadores-e-prefeitos-sao-mais-bem-avaliados-que-bolsonaro-na-pandemia-diz-pesquisa/

INDÚSTRIA FARMACÊUTICA AUMENTA PREÇOS EM ATÉ 2.500%

Foto: Arte/ Metrópoles

Em meio à grave crise econômica e sanitária causada pela pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), empresas farmacêuticas têm comercializado medicamentos com preços muito acima do limite estabelecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Força-tarefa da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) específica para atuar durante a pandemia de Covid-19 aplicou, entre julho de 2020 e março de 2021, 64 multas a agentes do setor farmacêutico que descumpriram as regras de preço.

Comum na maioria dos países, a regulação do mercado de medicamentos no Brasil é feita pela CMED. A Anvisa estabelece um teto de preços para as empresas farmacêuticas de acordo com as paridades nacional e internacional. A partir desse limite, a agência pode aplicar uma multa, que varia de acordo com o tamanho da oferta, por exemplo.

Planilha enviada pela Anvisa ao Metrópoles mostra a atuação da CMED. O sobrepreço constatado chega a 2.500%. Parte desses medicamentos, inclusive, é usada no tratamento do coronavírus, como sedativos e bloqueadores musculares para intubação.

A maior variação no valor de um remédio foi registrada pela Farmater Medicamentos, com sede em Belo Horizonte, em Minas Gerais. A empresa comercializou sulfato de neomicina/bacitracina, usado no tratamento de infecções na pele, a R$ 198 – apesar de o teto estabelecido pela Anvisa para a venda dessa medicação ser R$ 7,62. Ou seja, houve uma oscilação de 2.498,43%.

IMPRENSA FRANCESA ALERTA QUE FALTA DE ESTRATÉGIA DE BOLSONARO CONTRA A COVID-19 É UMA AMEAÇA PARA O MUNDO

bolsonaro

Do blog de Esmael - A gestão da crise sanitária no Brasil está no foco da imprensa francesa desta sexta-feira (9). Os jornais destacam o aumento vertiginoso de mortes pela Covid-19 e a inércia do governo brasileiro diante da epidemia.

O Brasil se transforma em laboratório de variantes a céu aberto e preocupa o mundo” é manchete no jornal Ouest France. O diário destaca que a ausência de medidas coordenadas contra a propagação do coronavírus faz com que o país seja não somente palco de uma tragédia local, mas também de “uma nova ameaça para a situação sanitária mundial”.

Citado pelo Ouest France, o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis classifica o Brasil como “uma bomba-relógio”. Segundo ele, com cerca de 100 mil novos casos de Covid-19 por dia, a inação do governo está resultando em mutações importantes do vírus.

Até o momento, 92 cepas foram identificadas e estão em circulação no Brasil. O diário afirma que isso “transforma o país em um gigantesco reservatório de variantes da Covid-19, podendo reinfectar em permanência todo o planeta”.

O jornal Les Echos classifica a gestão da epidemia pelo presidente Jair Bolsonaro como “um desastre absoluto”, denunciado por todas as organizações médicas e científicas do mundo inteiro. O diário lembra a posição do líder da extrema direita brasileira desde o início da crise sanitária, classificando o coronavírus como uma “gripezinha”, ostentando seu posicionamento contra o uso de máscaras e contra as vacinas, minimizando uma tragédia que resulta hoje em mais de 345 mil mortos, em pouco mais de um ano.

O ator Gregório Duvivier diz que “Numa democracia sadia, não é pra você saber nome de general”. Afirmou ainda que todas as pautas da direita são contra as famílias

Em entrevista ao Fórum Onze e Meia, o ator Gregório Duvivier comentou sobre a dificuldade em produzir “humor empático” durante a pandemia e que o presidente Bolsonaro (sem partido), ao contrário do que deseja mostrar, é um “covarde, um falso valentão”. Além disso, afirmou que em uma democracia saudável “ninguém sabe nome de general”.

“O humor combina como o drama, mas com a tragédia não. O humor corre o risco de soar ultrajante para quem está no meio da pandemia, a dificuldade é fazer um humor empático “, analisou o ator.

Questionado se a atual conjuntura torna o presidente da República mais forte ou fraco politicamente, Duvivier afirmou que é “difícil não ver a sua fraqueza. Não sei se sou otimista, mas vejo que ele está muito desgastado”.

Para o ator, o presidente “tinha um projeto intencional de fazer todo mundo pegar o vírus, que era o projeto do Osmar Terra, ele acreditava na imunidade de rebanho. Ele tentou, mas não achava que fosse durar um ano. Ele perdeu a aposta, ele está tentando mudar a narrativa, mas não é tão fácil, você já tem rupturas na narrativa bolsonarista, ‘como assim, vai defender a vaChina?'”.

“Ele também sentiu a volta do Lula. Ele é covarde, ele só age com medo, esse medo que ele tem do Lula, o enfraquece. A covardia dele é cada vez mais perceptível. Ele é um covarde, é um falso valentão”, declarou Duvivier.

O comediante também comentou sobre a “relação promíscua” entre as Forças Armadas e o governo brasileiro. Para o ator, “Numa democracia sadia, não é pra você saber nome de general, quando a gente já sabe o nome de general, é porque já estamos na merda”.

REJEIÇÃO AO GOVERNO BOLSONARO CHEGA A 51,5%, DIZ PESQUISA EXAME/IDEIA. SOMENTE 24% DOS ELEITORES APROVAM A SUA GESTÃO

247 - Pesquisa EXAME/IDEIA, divulgada nesta sexta-feira (9), apontou que a rejeição ao governo Jair Bolsonaro chegou a 51,5% (ruim e péssimo). Somente 24% dos eleitores aprovam a gestão dele e 22% acham regular. Os que não sabem responder somam 2,5%. 

De acordo com o levantamento, 55% dos entrevistados reprovam a maneira como Bolsonaro gerencia a crise do coronavírus (16% de ruim e 39% de péssimo). Os dados mostraram que 23% aprovam o trabalho dele na pandemia (9% de ótimo e 14% de bom). Ao todo, 20% acham regular e 2% não sabem responder. 

Em fevereiro, a pesquisa Exame/Ideia apontou que o governo tinha 43% de rejeição (ruim/péssimo), mais de dez pontos percentuais acima do índice de aprovação (30%). https://www.brasil247.com/poder/rejeicao-ao-governo-bolsonaro-chega-a-51-5-diz-levantamento

JORNALISTA KENNEDY ALENCAR AFIRMA QUE REAÇÃO DE BOLSONARO CONTRA MINISTRO LUÍS BARROSO MOSTRA QUE ELE ESTÁ ACUADO E COM MEDO.

247 - O jornalista Kennedy Alencar considera que Bolsonaro está com medo após disparar ataque contra o  ministro do Luís Roberto Barroso, ao dizer que ele fez “politicalha" ao determinar que o Senado instale a CPI da Pandemia.

“Reação agressiva e desmedida de Bolsonaro contra Barroso só mostra que há motivos pra instalar CPI da Pandemia. Bolsonaro tá acuado. O nome disso é medo”, disse Kennedy.  

Jair Bolsonaro fez um ataque violento ao  ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso na manhã desta sexta-feira (9). Disse que Barroso fez “politicalha", teve como objetivo atacar seu governo e praticou “ativismo judicial” ao determinar que o Senado instale a CPI da Pandemia, para apurar eventuais crimes e omissões do governo federa no enfrentamento à pandemia de Covid-19. Para reforçar a contundência do ataque,

Ex-Presidente Lula Telefonou Para O Senador Renan Calheiros, Os Deputados Rodrigo Maia E Paulinho Da Força E Amplia Conversas Com Centro E Centro-Direita

247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lua da Silva  telefonou para lideres de centro e centro-direita para criar ações comuns de oposição ao governo Bolsonaro. De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, os contatos foram mantidos nesta quarta-feira (7) com o senador Renan Calheiros (MDB-AL), o deputado e ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o presidente nacional do Solidariedade, Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força. 

Movimentação vem na esteira dos levantamentos que colocam Lula como o único candidato capaz de derrotar Bolsonaro em um eventual segundo turno e à frente de todos os demais pré-candidatos, como o ex-ministro Ciro Gomes e o ex-juiz Sergio Moro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal em função de sua parcialidade nos processos contra o ex-presidente. 

Para o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), Lula já deu início a uma união do centro político. “Eu me preocupo sempre com o centro na sociedade, esse eu acho que já está vindo, progressivamente. O centro partidário eu não sei, mas eu acho que, em larga medida vem", disse Dino em entrevista ao Jornal da Fórum. “As pesquisas estão mostrando que o centro da sociedade está vindo e o estamento político em larga medida”, completou.

Uma das primeiras ações para construir uma frente contra Bolsonaro deverá ser realizada no dia 1º de Maio, Dia do Trabalhador, por meio de um ato virtual organizado pelas centrais sindicas. O ato, intitulado “Democracia, Emprego,  Vacina para Todos”, servirá para alinhavar uma união de Lula com representantes do centro.