quarta-feira, 20 de julho de 2011

Severino Cavalcanti submete-se a cirurgia para troca de marcapasso em São Paulo

O prefeito de João Alfredo, Severino Cavalcanti (PP), internou-se na manhã de hoje no Instituto do Coração, em SP, para fazer a troca de um marcapasso.
Ele está sendo assistido pela equipe do cardiologista pernambucano Enildo Tabosa do Egito, que foi o responsável pela colocação do primeiro marcapasso no ombro do prefeito, no tempo em que ele era deputado e presidia a Câmara Federal.Segundo informou hoje o deputado estadual José Maurício (PP), filho do prefeito, o chefe da edilidade joãoalfredense passa bem e está otimista no tocante à uma rápida recuperação.

Severino Cavalcanti  espera voltar a João Alfredo na próxima semana, quando comandará a festa de apresentação dos equipamentos agrícolas adquiridos recentemente do Governo Federal, com ajuda do Governo Estadual.

A secretária de assistência social, Olga Milet, comentou que o antigo marcapasso que o prefeito Severino Cavalcanti estava usando já estava “vencido” há quase dois anos, tornando-se obviamente necessária a urgente substituição, pois o prefeito ultimamente apresentava sintomas de descompasso cardíaco, além de cansaço. “Os médicos garantem que é um procedimento cirúrgico até certo ponto simples; por isso pedimos a Deus que continue protegendo o nosso prefeito”, frisou a secretária e nora de Severino Cavalcanti.

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Implante de marcapasso: O que você deve saber



 

“Um implante de marcapasso é um procedimento no qual o médico realiza uma cirurgia, através da qual um aparelho que controla os batimentos do coração, chamado marcapasso, é implantado debaixo da pele e conectado ao seu coração através de um ou mais fios, chamados eletrodos.”

Quando um marcapasso é usado?

Este procedimento é freqüentemente indicado quando o número de batimentos cardíacos (freqüência cardíaca) está muito baixo. Como resultado da freqüência anormal, o coração bombeia menos sangue e causa sintomas tais como fadiga, falta de ar, ou desmaio.

Qual o preparo para um implante de marcapasso?

O paciente deve planejar antecipadamente como será a sua vida e atividades durante o período de recuperação da operação, reservando tempo para repousar. As tarefas e obrigações do dia a dia deverão ser delegadas a outras pessoas, ou simplesmente adiadas.

As instruções e orientações pré-operatórias dadas pela equipe médica devem ser observadas, incluindo tempo de jejum e preparo da pele local. Alguns serviços recomendam o prévio preparo da pele no local da incisão cirúrgica com o uso de solução de PVPI.

Como é o procedimento?

Uma enfermeira lavará o tórax do paciente com solução anti-séptica. Na maioria das vezes, a anestesia é local. Em crianças e em outras condições especiais usa-se anestesia geral. O anestésico local é normalmente combinado com sedativos leves, aliviando a dor do paciente durante a operação. Caso o paciente sinta dor, desconforto, ou incômodo durante o procedimento, deverá comunicar imediatamente ao médico cirurgião.

O cirurgião faz uma incisão na pele na porção superior do tórax e separará os tecidos para criar um lugar para colocar o gerador (bateria) do marcapasso. O sistema de marcapasso artificial consiste em um ou dois eletrodos e uma unidade de bateria. Os eletrodos (fios) são inseridos em uma veia localizada abaixo da clavícula. Com a ajuda de imagens de radioscopia vistas em tempo real em um monitor, o médico os coloca em seu átrio direito e ventrículo direito. As pontas dos eletrodos estabelecem contato com o músculo cardíaco, e transmitem o impulso elétrico que estimula as batidas do coração. As outras extremidades dos eletrodos são conectadas à unidade de marcapasso (chamado de “gerador”) que contém baterias e circuitos eletrônicos. O médico coloca esta unidade debaixo da pele, na parte superior do tórax.

O que acontece depois do procedimento?

O paciente pode ficar no hospital de 1 a 3 dias após a cirurgia, na dependência de cada caso. O repouso no leito com monitorização dos batimentos cardíacos é feito pelo menos por 12 a 24 horas após o implante.

Antes da alta hospitalar, é feita uma análise computadorizada do sistema de marcapasso, para se obter um ponto basal após o implante. São feitas recomendações quanto aos cuidados e quanto ao controle clínico e do marcapasso no pós-operatório. O paciente poderá ser ensinado a utilizar um sistema de transmissão trans-telefônica dos dados do marcapasso.

O médico pode explicar como o fato de portar um marcapasso poder afetar o estilo de vida do paciente; são dadas outras informações gerais sobre os cuidados e acerca dos controles futuros e de qual será a duração estimada do marcapasso.

Geradores de marcapasso tem, de modo geral, uma duração estimada em 6 a 8 anos, podendo este tempo ser aumentado com a reprogramação do sistema no pós-operatório

Quais são os riscos associados ao procedimento do implante do marcapasso?

• Anestesia: a anestesia geral, em principio, tem mais riscos do que a anestesia local.
• A anestesia local pode não ser suficiente para retirar toda a sensação de dor no local do implante, levando a incômodo e desconforto
• O eletrodo pode perfurar um dos pulmões, a veia por onde ele é introduzido, ou a cavidade do coração
• Como qualquer dispositivo elétrico ou mecânico, o marcapasso pode precisar de uma substituição se deixar de funcionar corretamente.
• O fio do marcapasso (eletrodo) pode vir a se fraturar, havendo possivelmente necessidade de sua substituição
• O marcapasso é implantado geralmente porque o ritmo do coração é anormal. Isto pode estar associado com outros problemas cardíacos, que podem piorar apesar da correção do ritmo.
• Existem riscos de infecção e também de sangramento.

Fonte: Boa Saúde

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